Governos autoritários, violência generalizada, cidades em ruínas, catástrofes ambientais, vírus letais, pandemias, contaminações disseminadas, fanatismos religiosos, canibalismo, um planeta dominado por grandes corporações e personagens reduzidos à condição de sobreviventes de um mundo colapsado: essas são algumas das imagens que atravessam as narrativas analisadas nesta obra. Histórias do fim do mundo oferece uma leitura instigante de como a literatura distópica contemporânea no Brasil e na Argentina tem representado ficcionalmente os avanços do neoliberalismo, a precarização do trabalho, a devastação ambiental e as novas formas de autoritarismo que se disseminam pelo continente. Mais do que a simples ficcionalização de cenários extremos, essas narrativas são diagnósticos do presente e buscam estimular uma imaginação crítica capaz de contribuir para a invenção de outros futuros possíveis.