Partido entre dois mundos e duas épocas Mak é alguém perturbado, demasiado perturbado. Perturbador, sobretudo. E conhece bem como usar essa faceta nos seus intentos construídos de uma amálgama de cinismo, loucura e aventureirismo, naquilo que, para ele, considera ser apenas a `verdadeira justiça'.
Teimoso e obcecado, extremamente convencido, consegue assim, e a partir do seu caso e trauma pessoais, aglutinar uma horda fanática e heterogénea em autêntica cruzada revanchista anti- francesa.
Mak não deixa contudo de ser mordaz e acertar nalguns alvos `malditos', com ou sem aspas. No fundo, será difícil dizer qual a faceta de Mak que sobreviveu a todo o ritual contado nestas páginas.
Entre traficantes de armas e drogas, terroristas árabes, aventureiros e oportunistas de toda a espécie, Mak vai calmamente estendendo a sua teia implacável, de Paris a Lisboa, de Maputo ao Cairo.