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Nei Lopes (Rio de Janeiro/RJ, 1942) é bacharel em direito e ciências sociais, e doutor
honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi compositor da agremiação Acadêmicos do Salgueiro e dirigente da Unidos de Vila Isabel. Intérprete e autor de sambas, como "Senhora Liberdade", em parceria com Wilson Moreira, Nei Lopes gravou álbuns que marcaram a história da música popular, como
A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes (1980) e
Samba de fundamento (2012). Desde a década de 1970, vem incursionando também por outros caminhos musicais, em parcerias consagradas com Guinga, Ivan Lins, João Bosco, Moacir Santos, entre outros. Poeta e ficcionista, sua obra é fortemente lastreada na cultura afro-brasileira, com destaque para o poemário
Poétnica (2014) e o romance
Rio Negro, 50 (2015). Aclamado como um dos grandes pensadores brasileiros vivos, Nei Lopes é autor, o lado de Luiz Antonio Simas, de
Dicionário da história social do samba (2015) e de
Filosofias africanas (2020), entre outros clássicos do pensamento negro, como
Bantos, malês e identidade negra (2008), que somam mais de vinte títulos.
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